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Política

CUSTO POR VOTO

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Dr. Thiago e Manoel Marcos lideram eficiência no comparativo eleitoral.

Dr. Thiago registrou um custo cerca de 86% menor que o de João Colucci, que chegou a R$ 78,05 por voto.

Levantamento com dados do TSE compara os recursos recebidos pelas campanhas com a votação obtida pelos quatro candidatos ligados a Ilhabela nas eleições de 2026

A relação entre o volume de recursos recebidos pelas campanhas e o número de votos obtidos mostra diferenças expressivas entre os quatro candidatos de Ilhabela que disputaram as eleições de 2026 para deputado federal e estadual.

O levantamento considera os valores declarados à Justiça Eleitoral e disponíveis no DivulgaCandContas, além da votação oficial apurada pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE). O cálculo foi feito dividindo o total de recursos recebidos pela campanha pelo número de votos obtidos em todo o Estado de São Paulo.

Entre os quatro nomes analisados, João Colucci, candidato a deputado federal, apresentou a maior relação: foram R$ 778.494,24 em recursos recebidos para 9.974 votos, o equivalente a aproximadamente R$ 78,05 por voto. Colucci terminou a disputa com 9.974 votos no Estado.

Também candidata a deputada federal, Professora Mayara recebeu R$ 109.305,47 e obteve 4.896 votos, resultando em uma relação de aproximadamente R$ 22,32 por voto. Os dados do TSE apontam forte participação do Fundo Especial de Financiamento de Campanha na composição de seus recursos: cerca de R$ 99 mil do total recebido tiveram origem no FEFC.

Na disputa por uma vaga na Assembleia Legislativa, Manoel Marcos obteve 5.168 votos. Considerando os R$ 72,3 mil informados no levantamento, a relação ficou em aproximadamente R$ 13,99 por voto. O resultado oficial confirma os 5.168 votos recebidos pelo candidato.

Já Dr. Thiago, também candidato a deputado estadual, apresentou a menor relação entre os quatro: R$ 33.137,17 em recursos recebidos e 3.113 votos, equivalente a aproximadamente R$ 10,65 por voto. O TSE registra os 3.113 votos obtidos pelo candidato.

Recursos públicos tiveram peso relevante nas campanhas

As prestações de contas também permitem identificar a origem do financiamento eleitoral. Em parte das candidaturas analisadas, os recursos provenientes do Fundo Especial de Financiamento de Campanha (FEFC) e do Fundo Partidário, ambos formados por recursos públicos, tiveram participação significativa.

A proporção, porém, não foi igual entre os quatro candidatos. Professora Mayara teve aproximadamente 90% dos recursos provenientes do FEFC, enquanto a prestação de João Colucci disponível na base consultada indica cerca de 88% do total somando Fundo Especial e Fundo Partidário.

No caso de Dr. Thiago, o cenário foi diferente: os dados mais recentes disponíveis apontam R$ 7.907 provenientes do Fundo Partidário e R$ 25.230 como doação de campanha, portanto Dr. Thiago foi a campanha com menor investimento com dinheiro público.

Os números apresentados são baseados nas informações declaradas pelas próprias campanhas à Justiça Eleitoral e disponibilizadas pelo DivulgaCandContas/TSE. A prestação de contas eleitoral ainda passa pela análise da Justiça Eleitoral, e os valores recebidos não devem ser confundidos com o total efetivamente gasto por cada candidatura.

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